Bolo de gengibre fresco, sabor colonial.
Esse bolo é a prova viva do quanto o paladar moderno deve à era das Grandes Navegações, unindo o milenar gengibre ao colonialíssimo melaço e a uma deliciosa combinação de especiarias. Fica fácil entender porque esses aromas e sabores foram capazes de mover impérios e arrastar os homens às mais destemidas aventuras.
Cultivado na Ásia tropical desde tempos remotos, o gengibre foi uma das primeiras especiarias a atingir as antigas civilizações mediterrânicas, trazido pelos comerciantes fenícios. Foi muito utilizado como remédio e condimento pelos egípcios, gregos e romanos, estes últimos responsáveis pela difusão do produto em toda a Europa. Cultivado atualmente em áreas tropicais de todo o mundo, o gengibre estava entre as especiarias que impulsionaram as Grandes Navegações e seu cultivo foi introduzido na América pelos colonizadores. Desde a Antiguidade, o gengibre era combinado ao mel para a confecção de xaropes, molhos e doces mas, em terras americanas, esse parceiro ilustre foi substituído pelo mais modesto - mas saborosíssimo - melaço de cana, um subproduto do cultivo do açúcar muito valorizado porque era utilizado na produção de rum, produto de grande importância para o tráfico negreiro.
A receita
Ingredientes
120 g (aprox. 1/2 xícara de chá) de gengibre fresco descascado e finamente picado
1 xícara de chá (240 ml) de melado de cana
1 xícara de chá de açúcar mascavo
2/3 xícara de chá de óleo vegetal
2 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de chá de canela moída
1/2 colher de chá de cravo-da-Índia moído
1/2 colher de chá de pimenta branca ou pimenta-da-Jamaica moída
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento químico em pó
2 ovos grandes
1 xícara de água
Preparo
Unte e polvilhe uma forma redonda de 22 cm de diâmetro e laterais altas (pode ser de outro formato, desde que a massa ocupe no máximo 2/3 da forma).
Em uma tigela grande, misture bem o melado de cana, o açúcar mascavo e o óleo. Reserve.
Em outra tigela, misture bem a farinha, a canela, o cravo, a pimenta e o fermento. Reserve.
Leve ao fogo a xícara de água. Assim que ferver, despeje sobre a mistura do melado. Junte o bicarbonato de sódio e o gengibre; mexa a massa com energia, incorporando bem os ingredientes, enquanto a temperatura baixa.
Quando a mistura estiver apenas morna, acrescente os ovos, um a um, misturando bem.
Despeje a mistura líquida sobre os ingredientes secos e mexa até que a massa fique homogênea.
Leve ao forno pré-aquecido a 180 C por aproximadamente 50 minutos, ou até que um palito, espetado no centro da forma, saia limpo.
Retire a forma do forno mas aguarde 30 minutos antes de desenformar o bolo.
Observações
A fase líquida desta receita pode ser preparada em liquidificador ou processador de alimentos. Só não aconselho a incluir o gengibre, pois o corte nesses aparelhos tende a soltar as fibras do gengibre e o bolo pode ficar cheio de fiapos.
A massa final ficará ainda um tanto líquida e só se tornará sólida após vários minutos de forno. Evite o "efeito vulcão" mantendo a temperatura do forno ao redor dos 180 C.
Esse bolo fica ainda mais saboroso no dia seguinte e conserva-se muito bem por vários dias, embrulhado em papel alumínio (e bem longe da sua vista).
Esse bolo é a prova viva do quanto o paladar moderno deve à era das Grandes Navegações, unindo o milenar gengibre ao colonialíssimo melaço e a uma deliciosa combinação de especiarias. Fica fácil entender porque esses aromas e sabores foram capazes de mover impérios e arrastar os homens às mais destemidas aventuras.
Cultivado na Ásia tropical desde tempos remotos, o gengibre foi uma das primeiras especiarias a atingir as antigas civilizações mediterrânicas, trazido pelos comerciantes fenícios. Foi muito utilizado como remédio e condimento pelos egípcios, gregos e romanos, estes últimos responsáveis pela difusão do produto em toda a Europa. Cultivado atualmente em áreas tropicais de todo o mundo, o gengibre estava entre as especiarias que impulsionaram as Grandes Navegações e seu cultivo foi introduzido na América pelos colonizadores. Desde a Antiguidade, o gengibre era combinado ao mel para a confecção de xaropes, molhos e doces mas, em terras americanas, esse parceiro ilustre foi substituído pelo mais modesto - mas saborosíssimo - melaço de cana, um subproduto do cultivo do açúcar muito valorizado porque era utilizado na produção de rum, produto de grande importância para o tráfico negreiro.
A receita
Ingredientes
120 g (aprox. 1/2 xícara de chá) de gengibre fresco descascado e finamente picado
1 xícara de chá (240 ml) de melado de cana
1 xícara de chá de açúcar mascavo
2/3 xícara de chá de óleo vegetal
2 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de chá de canela moída
1/2 colher de chá de cravo-da-Índia moído
1/2 colher de chá de pimenta branca ou pimenta-da-Jamaica moída
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento químico em pó
2 ovos grandes
1 xícara de água
Preparo
Unte e polvilhe uma forma redonda de 22 cm de diâmetro e laterais altas (pode ser de outro formato, desde que a massa ocupe no máximo 2/3 da forma).
Em uma tigela grande, misture bem o melado de cana, o açúcar mascavo e o óleo. Reserve.
Em outra tigela, misture bem a farinha, a canela, o cravo, a pimenta e o fermento. Reserve.
Leve ao fogo a xícara de água. Assim que ferver, despeje sobre a mistura do melado. Junte o bicarbonato de sódio e o gengibre; mexa a massa com energia, incorporando bem os ingredientes, enquanto a temperatura baixa.
Quando a mistura estiver apenas morna, acrescente os ovos, um a um, misturando bem.
Despeje a mistura líquida sobre os ingredientes secos e mexa até que a massa fique homogênea.
Leve ao forno pré-aquecido a 180 C por aproximadamente 50 minutos, ou até que um palito, espetado no centro da forma, saia limpo.
Retire a forma do forno mas aguarde 30 minutos antes de desenformar o bolo.
Observações
A fase líquida desta receita pode ser preparada em liquidificador ou processador de alimentos. Só não aconselho a incluir o gengibre, pois o corte nesses aparelhos tende a soltar as fibras do gengibre e o bolo pode ficar cheio de fiapos.
A massa final ficará ainda um tanto líquida e só se tornará sólida após vários minutos de forno. Evite o "efeito vulcão" mantendo a temperatura do forno ao redor dos 180 C.
Esse bolo fica ainda mais saboroso no dia seguinte e conserva-se muito bem por vários dias, embrulhado em papel alumínio (e bem longe da sua vista).
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